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quinta-feira, 7 de abril de 2016

É assim que a pretalhada deve governar Angola... ou como as ONG's revelam uma obscura faceta neocolonialista‏

Crónicas do Antro 1/II
Por: Mestre Perverso 


Olá pessoas! Ora então cá estamos, não é verdade? Saudades minhas? Pois, o sentimento é recíproco, já que eu também não tive saudades vossas...

Confesso que não esperava pelo contacto da "chefa" do bando. Conheço muito bem estes fenómenos dos blogs e afins, e sei que, por vezes, dá para desligar, suspender, deixar tudo parado, daí que não me tenha admirado com a longa pausa da Placa Central...
E tudo ia na mais perfeita das calmas até que, naquela doce manhã, toca o telemóvel... número desconhecido. Preparava-me já para divertir-me com alguma incauta operadora de call-center da MEO, propondo-lhe uma sessão de shibari ou algo assim hardcore, 3.º escalão, para maiores de 21 anos, quando a minha audição é brindada com aquela voz doce, quente, sensual, envolvente, autoritária da Placa Central; confesso que é das poucas mulheres que têm aquele efeito sobre mim, e o mais engraçado é que eu nunca a vi na vida, só a escutei... há coisas assim.
Ora onde é que eu ia... ah!, pois, o telefonema... Depois de um "olá-olá, beijinho-beijinho, como vão os tarecos", eis que ela manda aquela bazucada à queima-roupa: "então e se reactivássemos o blog?". E eu não sou capaz de lhe dizer que não...
Por isso cá estamos nós, cantando e rindo.

O Mundo não pára e muito tem acontecido. Umas coisas boas, umas menos boas, outras ainda péssimas. Mas é a vida. Desde o apeamento de Passos Coelho do poder e a consequente subida da Costa ao poleiro, até ao glorioso percurso de Jesus no Sporting, passando pelos atentados em Bruxelas e a fulgurante asecensão de Trump na corrida à oresidência nos States, tudo está a acontecer, tudo está ligado, tudo surge com uma razão, mesmo que tal não seja aparente.

E até mesmo todo este ruído de roda dos tais "activistas" angolanos não acontece por acaso. Muito gostam de carpir pela bandidagem, está visto... É in, está na moda, é politicamente correcto, dá pontos e ajuda ao show-off... Com a perspectiva de depois se extrairem alguns dividendos, está visto, que ninguém berra de graça (excepto alguns pategos incautos que vão na onda por arrasto ou por ingenuidade).
Tem graça, vejo tanta gente a ganir por pouco mais que uma dúzia de gatos pingados que andavam a trocar ideias sobre malandragens e esquemas de rebelião, e que apanharam de 5 a 8 anos, mas não vejo ninguém preocupado com o coitado do Vanderlei Chimango, condenado a 40 anos por violação, assalto à mão armada e homicídio. Porque será? Não é um criminoso à mesma? Não foi julgado por um tribunal angolano? Não foi considerado culpado? Não vai penar numa cadeia angolana? Ou será que até nisto do crime e dos criminosos há diferenças de classe? Só porque os outros são famosos, bem falantes, bem formados é que merecem gritos e gritas? E o Vanderlei, coitado, que passou a sua infância algures no Cuíto Canavale, mais preocupado em escapar aos obuses da UNITA do que em estar a tempo e horas na escola toda esventrada pelos bombardeamentos, também não merece uma velinha, um cartaz, uma petição?
Se o Vanderlei fizer greve de fome, será apoiado por um coro de "notáveis" na sua luta?
E porque é que o BE não apresenta um voto de protesto na Assembleia da República a expôr o caso do Vanderlei, e a exigir a censura do Estado Angolano, do Governo Angolano e da Lei Angolana... tal como fez com aquele bando de malfeitores com o Luaty à cabeça?

Sejamos claros e consequentes: aqueles meninos não estavam propriamente em debates inocentes, ou reunidos à volta da fogueira, a tocar guitarra e a cantar o "Kumbaya My Lord"; aquela cáfila estudava formas de desestabilizar o Estado e a Nação Angolana, com vista ao fomento de uma rebelião para derrubar os órgãos legal e democraticamente estabelecidos e/ou eleitos, incluindo o derrube do Presidente. Aquela história de que apenas liam e discutiam um livro em conjunto... tretas. Lamento, meus amigos, mas ali não havia candura nem inocência. E se tanto a investigação como os tribunais deliberaram no sentido de lhes imputar intenções e responsabilidades criminosas... Vamos fazer o quê? Fazer como aqueles putos quando estão a perder um jogo, que exigem a alteração das regras a seu favor, para reverter a situação?
É que não era só o livro... há todo um vasto processo por trás deste caso. Há interesses que cultivam este género de grupelhos, este tipo de discussões, interesses esses que mais não visam do que a desestabilização, para depois clamarem por intervenções internacionais, "primaveras" e sabe-se bem que mais.

Os votos apresentados na Assembleia da República foram chumbados, e com razão. E com razão porquê? Porque trata-se de um caso julgado pelas instâncias judiciais de um país soberano, que cumpre as normas internacionais. E porque o Estado Português não é uma dessas ONG's dirigidas por ressabiados e frustrados (que ficam sempre felizes quando Angola aparece associada a más notícias, como a recente crise e a necessidade de recurso ao FMI) que, sem um objectivo decente e honesto na vida, julgam estar a trabalhar "em prol de um bem maior", de uma sociedade melhor, de um mundo mais justo e essas balelas, mais não são do que meras marionetas de interesses bem nutridos e bem instalados.
Aprovar votos deste tipo seria abrir a porta às tentativas de ingerência externa no nosso País, onde, de futuro, nem as mais simples e óbvias sentenças judiciais, por exemplo, estariam a salvo de críticas de outros países, como se tivessem o direito de se pronunciarem sobre essas questões.

E mais grave ainda: só o facto de se tecerem críticas às decisões de tribunais de outros países com regimes políticos que se regrem pela democracia, e a apresentação de votos deste teor demonstra bem uma mentalidadezeca neocolonialista, como se a gentalha dita impoluta que pulula lá pelas ONG's e em certos partidos tivesse o direito de achar que pode mandar bitaites sobre como os outros países devem gerir os seus assuntos.

E como se não bastasse já lá termos andado em Angola durante séculos a explorar-lhes os recursos humanos e naturais; como se não bastassem séculos de opressão e agressão, que atingiram o seu cúmulo com a Guerra Colonial; como se não bastassem anos e anos de tensas relações, tensão essa motivada pela forma como Portugal geriu o processo de reconhecimento da independência e dos órgãos de poder do Estado Angolano, sempre hesitando em ratificar a plena aceitação do Governo Angolano resultante do processo de independência, como se achasse que deveria esperar a ver como correria a luta entre MPLA, UNITA e FNLA para então fazer a jogada certa (depois de fechadas as apostas); como se não bastasse a cumplicidade velada com a África do Sul racista, que então dirigia uma guerra contra a Nação e o Povo Angolanos, em apoio de um grupo rebelde e terrorista como era a UNITA... eis que agora deveria, na óptica de alguns iluminados, o Estado Português arrotar postas de pescada sobre como deve o Estado Angolano comportar-se na sua própria casa... Ou seja, os branquelas a orientarem a pretalhada sobre como é que devem gerir as coisas. Simplesmente ridículo, claramente absurdo.

A sorte de Luaty Beirão e restante cáfila foi que isto não aconteceu há uns 30 anos atrás... senão era um julgamento sumário e depois eram encostadinhos à parede e uma rajada na pança. Rebeliões e golpes de estado... Mas andamos aqui a brincar, ou quê?!

Vá, portem-se bem e com juízo... Tanto mais que, para desgosto de muitos (incluindo cert@s dit@s "insuspeit@s), Angola já não é nossa...


Cordiais chibatadas do Vosso

Mestre Perverso
                                

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