Eu aboli os jornais da minha vida! E não foi assim algo voluntário... Foi mesmo por estar farta de todo o santo dia correr os departamentos lá do serviço, escada acima, escada abaixo, atrás dos jornais e só os conseguir apanhar às 17 horas, uma hora claramente ingrata para saber as novidades, e até os funerais já tinha perdido.
Mas ontem ainda consegui ver de relance a capa do JM e fiquei muito intrigada. Parquímetros para motas! Mas as motas pagam estacionamento? Fez-se assim um curto-circuito na minha cabeça, mas achei que fosse ainda alguma peta atrasada. Contudo, à hora do almoço lá estava eu na minha eterna luta com os sem-abrigo de serviço a disputar um banquinho no Largo do Phelps para comer um gelado e acabei outra vez por ouvir a mesma história.
Vamos lá por partes. O Vereador da mobilidade urbana da CMF, aquele homem que tem cabelo na proporção que tem barriga e dança muito bem salsa, vem dizer que aumentaram os lugares de estacionamento para as motas. E devido a tal alargamento, os motoqueiros já avacalharam a coisa e abusam, praticando um estacionamento de longa duração. Claro está, toda a gente sabe que os motards são pessoas marginais da sociedade, são uns malandros que nem sequer trabalham. Vão de cedinho para o Funchal, estacionam e passam o dia inteiro a fumar erva, a ver shows de strip e t-shirts molhadas e a beber umas cervejas pelas esquinas da cidade. Por isso, vamos lá acabar com esse regabofe e pôr a malta a pagar.
Para mim, é tudo uma fantochada demagógica. Primeiro criam-se freneticamente lugares de estacionamento específicos para as motas, como se o mundo somente dependesse das duas rodas, depois criam linhas (coisa que nem no Código de Estrada existe) junto aos semáforos para as motas. E depois, claro, vem a cacetada, ou não me digam que não estavam à espera de uma "prenda" destas? Enfim, é como se costuma dizer em Economia: não há almoços grátis.
Mas já que é para ter ideias idiotas, faço questão de contribuir:
- Para quando é que os taxistas começam a pagar parquímetro (é porque se há alguém abusa na quantidade horas estacionado são os taxistas)?
- E os autocarros privados dos hotéis que atracam-se ali pela Avenida do Mar, que aquilo é uma desgraça?
- E parquímetros para as mesas do jardins, entupidas com os velhinhos na jogatina?
- E "corrímetro" para quem usufrui da promenade para correr?
- Para já não falar de "putímetros" para as meninas e meninos que andam a "guardar lugar" por aquelas ruas escuras nas redondezas do La Vie...
Já que é para taxar, meus senhores da Cagança, então que se faça a coisa em grande!!!
Eis um novo dístico para a cidade do Funchal. Senhor motard, se conduzir leve moedas.
Até no regulamento de acessibilidades da Câmara Municipal de Lisboa os motociclos estão isentos de pagamento. Mas toda a gente sabe que Lisboa é uma cidadezinha de província, e que em nada se compara com o nosso Funchal cosmopolita...
Até aposto qual será o policia que estará a fazer este serviço...
Quem não coloca a moedinha também não anda!
A Câmara já está a pedir orçamentos para a instalação dos parquímetros...
Há-de ser assim uma coisa em bom tom, muito in e chique... Modernices!
É só escolher o modelo...
Mas há uma coisa boa (há sempre coisas boas) no meio disto tudo. Os motociclistas que estacionem ao sábado de manhã no centro do Funchal, poderiam beneficiar de uma lavagem à sua moto realizada pelos trabalhadores da Câmara. Assim como acontece com o senhor Presidente Cafofô...
Eu já fui a Marrocos trocar a minha cunhada por 15 camelos (é um amor de rapariga, mas ela que se deixe ficar por lá, que aqui não faz falta nenhuma). Se alguém quiser um, é só contactar. Garanto que a Cagança ainda não sonhou com nenhum parquímetro para camelos. Os Paços do Concelho estão cheios deles e nenhum paga para ficar estacionado nos seus gabinetes...
Olá bebés da Tia! Vamos lá voltar aos posts de gozo e sátira? Vamos!!! Porque é preciso alegrar a vida, que isto passa num ai.
O que será que a Câmara da Cagança andou a fazer neste último ano?
Será que o Município do Funchal teve literalmente uma mudança?
O que será que o meu círculo bem restrito de leitores acha do Funchal depois desta governação "à Cafofô"?
Ou será que a única coisa que mudou foi o número astronómico de parques de estacionamento para motas e lambretas? E aquelas linhas amarelas junto dos semáforos, destinados às motoretas? (já agora, aquilo existe no Código da Estrada ou será delírio do nosso alcaide nenuco?) Eu estou muito arreliada com a falta de estacionamento no Funchal, uma pessoa vai ao sábado de manhã ao centro e não há lugar para estacionar no exterior!!! Pensando bem vou aproveitar a queda daquela árvore centenária no Mercado e estacionar lá o meu carrito, que não estou para andar a perder tempo e dinheiro às voltas em busca de lugares que só existem nos planos.
E os transportes públicos, senhores? E as promessas para uma cidade mais acessível a quem tem mobilidade reduzida? Continuo a enxergar muito pouco mesmo.
Nem a minha ideia de colocar bancos na Rua Fernão de Ornelas se o Cafofô ouviu... o que querem? sou uma pessoa que adora comer gelados ao calorzinho bom do sol e ver as pessoas a circular. A minha hora de almoço é passada a disputar um banquinho no Largo do Phelps com os sem-abrigo (e são cada vez mais para tão poucos lugares). Vamos lá garantir mais bancos de jardim no Funchal porque o jogo da cadeira só tem piada (e utilidade) na política.
Mas vamos ao que interessa, que daqui a nada já estou a falar da gata que teve criação...
Inauguração (ou reinauguração?) do Lido: uma enchente de povo p'ra beijar e dar um bacalhau a estes senhores tão importantes.
Oh Costa!, tira uma foto aqui comigo antes que o Albuquerque se arme em emplastro!
Oh Cafofô, 'tás a ver aquela montanha de loiça pra lavar? Pois bem, começa agora que já estás de avental e manguinhas arregaçadas.
- Cafofô: Estou aqui a pensar que me podias arranjar um tachinho em Lisboa em 2017, se as coisas por aqui correrem mal...
- Costa: Paulinho querido, tens que pedir cunha ao Artur Andrade para intervir por ti no Comité Central do PCP...
Olha esta aqui! Sua... sua... sua...
Então ficaste com o homem da Isabel Angelino? Ficaste com o cirurgião plástico Ângelo Rebelo? Foi por amor as plásticas, conta lá? No próximo Verão iremos ver-te no Lido ainda mais esticadinha, querem apostar?
Olha a minha cara Fernanda Chícharo, uma resistente, bem a queriam pôr a andar. Mas esta amiga é uma sabida, ui!!!
Ó p'ra ela aqui acompanhada p'lo seu italiano...
- Andreia Caetano: O quê??? Tiraram-me do meu gabinete com ar condicionado para comer fruta??? Eu sou uma pessoa de alimento, agora lá fruta é comida?! Leitão! Leitão! A minha cadeira por um naco de leitão!!! Ai que me está a dar a fraqueza..
E cá temos a Guida Vieira, a única voz com autoridade para defender as questões da Mulher na Madeira.
Minha rica filha, fica lá com o teu poleiro e com a tua sabedoria plena das causas do feminino, mas apruma-te com mais esmero. Essa mala a tiracolo e esse casaco fechado nem as mulheres do campo se revêm nesse modelito mixuruca... E desconfio que isso nem na Albânia dos anos 70 chegou a ser moda.
Olha Hélder, um verdadeiro macho latino, um Zezé Camarinha que tenho aqui ao meu lado! Vê se segues o exemplo e deixas de ser esse copinho de leite...
Mas estarei a ver bem??? A Idalina Perestrelo está grávida novamente? Ó rapariga, sabes que há formas de evitar isso...
Bom, se for o caso, muitos parabéns. Mas num mandato, duas gravidezes... é obra. Eu também vou ver se vou para vereadora; é que está difícil para eu chegar ao terceiro filho...
Olha a Liliana Rodrigues... estás por cá?
Eis os dois "independentes" com maior sucesso na história do Partido Xuxialista...
Que belas peças todas juntas... Não viesse agora uma onda...
Sabiam que esta imagem esteve para não se concretizar? Pois é, para que o alcaide nenuco amuou por não ter sido convidado para a paparoca na Quinta Vigia e retaliou ao não convidar nem o Tranquada nem o Irineu (não percebo bem este critério, mas enfim, alguém tinha que pagar)..."mas depois lá veio um rebate de consciência (e um lampejo de perfeita noção de estatuto, etiqueta, educação, cordialidade e protocolo)"
Muitas saudades minhas? Espero que não porque já não tenho idade para destroçar corações. Ah pois bem! Como devem ter percebido, andei desaparecida quase um ano, afastada destas lides das internetes, mas eis que está aí a chegar o mês de Abril, aquele mês de liberdade, direitos, conquistas... mesmo que passados 40 anos a nossa liberdade se resuma simplesmente à possibilidade de sermos livremente explorados e enganados. Mas a minha veia romântica teima em permanecer, e continuo a achar que talvez, talvez ainda haja salvação para esta ilha e para este País sem rumo.
Num ano passou-se muita coisa e não se passou nada...
Na Madeira temos um novo presidente do Governo Regional, novos secretários, novas caras, novos boys e novas girls, novos lobbies, novos interesses mas no fim prevalecem objectivos antigos e velhas ambições. Não sei como é com vocês, meus queridos, mas este novo Governo Regional para mim é uma baralhada, não consigo nem decorar um nome de um único secretário, e ligar a cara ao pelouro é outra tarefa enorme. Não percebem que não se podem mudar os actores de uma novela de 40 anos assim do dia para a noite? Então e os fãs? Uma pessoa seguia o anterior governo, já sabia de cor e salteado os sonhos e os podres de cada um, as suas manhas e as suas jogadas. Mudam os protagonistas, e eu perco o fôlego para continuar a assistir e a comentar. Ai filhos que a idade não perdoa e eu já não vou para nova... apesar de um dia destes ter apanhado lá no trabalho uma conversa em que eu era designada como "uma MILF 5 estrelas", mania desta gente de dizer tudo em acrónimos e siglas, para já não falar dos emojis dos crianços que qualquer dia dá-me uma coisa má e lá vão os tablets e os smartphones pela janela fora. Mas sei que vocês irão ajudar-me a apanhar esta carruagem enferrujada do novo (com um ano) Governo Regional.
A nível nacional temos o monhé do Costa a governar, fruto de uma simples operação de aritmética (afinal, a Matemática sempre serve para alguma coisa), apoiado às terças, quintas e sábados pelo PCP, e nos restantes dias pelo Bloco de Esquerda. Esta novela é mais interessante, e vamos lá a ver o que a vossa Placa Central terá a dizer desta coligação que não é coligação, mas que se pode desmoronar ao mais leve espirro, qual geringonça arraçada de castelo de cartas. E temos o Passos Coelho com a mania de que ainda é Primeiro-Ministro; pois é, meu querido, custa deixar de ter a chave da casa de banho, não é verdade?
Vejam lá que até mudou o Presidente da República, temos agora o Marcelo Rebelo de Sousa, que não é carne, não é peixe, não é soja, não é biológico, aliás é tudo sem ser nada. Resta saber é se ele ao menos sabe o que é...
O que não mudou mesmo foi a nossa querida Cagança na Câmara Municipal do Funchal. Amigo Cafôfo!!!, então pensavas que estavas livre de mim? Confessa lá que tens saudades de abrir o Placa Central todas as manhãs e rezares para que eu não tenha feito nenhum post sobre ti ou sobre as trapalhadas dos teus vereadores de serviço! Confessa que é em mim que pensas quando tudo te corre mal e relembras os momentos em que eu era dura mas justa contigo! Sim, eu sei, eu fui a única na tua vida que te apimentou os dias (ai beijinho repenicado nessa careca). Mas calma que estou de volta e vou colocar-te novamente ao rubro.
Quanto ao Placa Central, esse espaço de galhofa gourmet, terá uma nova linha editorial, não haverá facebook, não haverá partilhas massivas de posts, não haverá publicidade... sim!, que isto não é como a Hamburgueria do Mercado, somos um blog de respeito. Quero uma coisa mais intimista; quem vê, vê, e os que vêem façam o favor de não divulgar que o Placa Central está activo. Isto é só para o consumo de meia dúzia de privilegiados, sem chatices e sem holofotes apontados para o meu estaminé. E se achar que a coisa está a avacalhar, torno o blog privado e só com convite para o ler. Por isso, meninas, meninos e indefinidos... portem-se bem (que mal não custa) e sssshhhiiiiiuuuuuu... a Titia Placa Central regressou...
Odeio enganar-me na avaliação que faço das pessoas. Odeio mesmo! Sabem aquela raiva surda que sentimos cá dentro, e cujo primeiro e único alvo somos nós próprias, por termos errado apenas e só por nossa causa? Ora bem, então percebem como é. Uma pessoa que já anda neste mundo há um par de dias e a quem a vida tem feito o favor de lhe mostrar as diversas situações e pessoas que pode encontrar nestas andanças, pode dizer que já vai percebendo os meandros e as engrenagens da coisa. Mas mesmo assim cai no terrível erro de enganar-se na avaliação que faz de uma certa pessoa. Sabem quando pensamos que uma pessoa é cheia de qualidades e no fim, vimos que o que aparentava ser, afinal é mesmo só mais do mesmo, é só mais a "espuma dos dias"? E que espuma, meus amigos, e que espuma...
E eu tão segura de mim, sempre com muito bom senso, que me orgulho de mim mesma por ser perspicaz e atenta, e vou de cair numa esparrela destas!!! Uma coisa que estava à vista, clarinho como água. E em meu redor, toda a gente a fazer a mesma avaliação. Ainda houve uma alminha que me disse: "olha lá que não é bem assim". Mas não quis crer... Não! Não podia ser... O que só prova que realmente é fundamental rodear-mo-nos de pessoas com pensamento crítico, para não cairmos no erro fácil nem nos deslumbrarmos com o brilho do pechisbeque... não alinhar em carneirismos é essencial.
Mas depois do mal estar feito, não vale a pena estar a mutilar-me. Os lamentos já lá vão. Chorar sobre o leite derramado, para quê? E nem ouso chamar mais alguém à razão, não ouso sequer somar 2+2 e demonstrar ao resto do mundo que a avaliação inicial está completamente errada. Agora estão todos embriagados de uma fé imensa e inabalável, seguem a chama como traças embevecidas.
"Que fazer?", quererão vocês saber, mesmo que não estejam a perceber patavina de nada. Pois bem, meus queridos, agora é deixar a coisa rolar e rezar para que os estragos não sejam assim muito grandes, porque ao fim e ao cabo a minha opinião também contou para se promover uma "espuma dos dias". Ser humano é mesmo assim...
Mas esta" espuma dos dias" não é assim tão tonta ou supérflua como poderia ser; não... é muito mais! Tem vontade própria e com tiques duvidosos, e sabendo que agora está na mó de cima e com o mundo a seus pés, tem a perfeita noção de que pode exigir e ter tudo o que quer. The sky is the limit, baby...
Mas calma, meus queridos, estejam descansados que não me estou a referir a uma nora. Valha-me ao menos isso...
Olá lindinhos da Tia!!! E essas Páscoas, muitas amêndoas e muitos torrões? Muitos ovos Kinder com brinde?Em resumo, foram boas e docinhas? Poderão pensar que se trata de uma assombração que redigiu este texto, mas não é! É mesmo a Placa Central, moi même, que voltou. Uma mulher não é de ferro, e eu agora dei em espremer tudo o que é folga e dispensa porque carpe diem e não tarda muito e a vida passou. E depois, o que levamos dela? Por isso quando posso agarro no maridinho e nos crianços (ou às vezes só o maridinho, porque os avós e os tios existem para alguma coisa) e toca a ir por aí. Mas como dizia eu, voltei. E volto para dizer que em primeiro lugar não estou satisfeita com os resultados eleitorais, portanto toda essa teoria da conspiração que se vinha a formar nestes dias em que este blog era um projecto do PSD para estas eleições que visava detonar o PS, ou um projecto do Bloco de Esquerda que agora alcançou um grupo parlamentar, estão fora de hipótese. Acontece é que eu, pessoa que ainda tem alguma sanidade mental, mesmo que tal não pareça à maioria dos meus leitores, preferi assistir de camarote e bem quietinha aos últimos acontecimentos políticos desta terra.
E que foram muitos, diga-se de passagem. E bem caricatos. Começando logo por uma trapalhada nos resultados eleitorais, não sei se devo chamar "trapalhada", ou mesmo de "constatação de um facto". Nesta terra, a democracia é algo que tem um cheiro muito suave em todas as instâncias, inclusivamente nos actos eleitorais. Os actos eleitorais na Madeira sempre geraram grandes murmúrios, só que agora houve uma clara constatação (e provas ) de que as coisas funcionam mal - até nos actos eleitorais - nesta linda terra banhada pelo Atlântico e cheia de personagens e interesses característicos de uma qualquer tribo de sedentos e submissos.
E o Tribunal Constitucional passa de fininho pelo meio das gordas gotas das chapeladas eleitorais na Madeira e segue caminho. Porque o caminho faz-se caminhando e os assuntos da Madeira têm tanto interesse para o País como o azeite está para a água. Ou seja, não se misturam e passam bem um sem o outro. Sempre foi assim e assim sempre será. Deixem-se lá dessas teorias de "complexo de inferioridade", "insularidade", "espírito ilhéu" e outras coisas que tais, pois a verdade é que há muitos assuntos que quando dependemos do rectângulo são sempre muito mal tratados, e estes cenários assistem-se tanto a nível institucional como em empresas privadas. Quando fazemos uma ligação para o rectângulo ouvimos sempre coisas destes género: "Para a Madeira não fazemos entregas", "Não sabemos como é que essa lei se aplica na Madeira", "Mas não existe na Madeira? Também não sei de que forma se pode resolver", "Pois, já pensamos na Madeira, mas temos diversos problemas de logística para aí chegarmos", "Aqui são 10h45; que horas são aí na Madeira, é menos uma hora, não é verdade?"... ou uma que era tã deliciosa e que me fartava de ouvir há uns anos atrás, que é "Aí na Madeira também se usam o escudo?". E estas coisas acontecem também por culpa do madeirense e dos actores políticos e respectivas vontades e agendas que, em teoria deveriam representar o povo, mas que na prática verifica-se ser algo completamente diferente. Isto quer-se bem atrasado, chega o mínimo dos mínimos, para quem é bacalhau basta (e se ainda fosse bacalhau... quando não é um qualquer sucedâneo) e o resto é conversa. A Madeira é um jardim como no mundo não há igual, e isto já basta para consolo. Temos agora Miguel Albuquerque como Presidente da Madeira, perdão, como Presidente do Governo Regional da Madeira ("Presidente da Madeira" era o tachinho que uns certos iluminados queriam instituir) e com tiques e truques ainda mais gravosos do que aqueles com os quais Alberto João Jardim nos habituou ao longo de quase 40 anos... como é que é possível chegarmos a tamanho degredo? Aparentemente foi uma escolha do povo, mas o povo na sua grande maioria (e infinita sabedoria, dizem uns, mas eu, ranhosa como sou lá tenho as minhas sérias dúvidas) pensa que votou em Alberto João Jardim e nem quer ouvir falar de Miguel Albuquerque, e eu estou desejosa de ver e ouvir as bacoradas que o nosso menino de ouro tem para dizer (e as foçadas que tem para fazer).
Para quando vai o nosso querido Albuquerque anunciar um acordo comercial com a Colômbia? Para quando vai o nosso querido Albuquerque anunciar que o Curral das Freiras tornou-se numa freguesia cosmopolita? Para quando vai o nosso querido Albuquerque atapetar de pétalas de rosas a pista do aeroporto de Santa Catarina? Para quando vai o nosso querido Albuquerque reavivar os bailes românticos de outros tempos, com princesas debutantes, orquestra e piano? Para quando é que o nosso querido Albuquerque vai anunciar a "dispensa" de funcionários públicos na Madeira?
Porque toda a gente sabe que o problema do nosso querido Albuquerque não é anunciar. O problema do nosso querido Albuquerquinho é mais concretizar. Mas sabemos que irá concretizar pior do que o seu antecessor, infelizmente. E escrevam o que eu digo, meus queridos: ainda vamos todos sentir saudades do Dr. Alberto João Jardim. Da Ponta do Pargo ao Caniçal, e de São Vicente ao Funchal (e sem esquecer o Porto Santo, que aqui não passamos cartão à Comissão Nacional de Eleições, que vergonha aquela figura de continental arrogante e com mania de superior), ainda veremos muito boa gente a bater no peito e a recordar-se com nostalgia dos tempos em que o "Joãozinho das Festas" mandava e desmandava nesta terra. Até mesmo aqueles que tanto disseram mal dele e lhe juraram ódio eterno vão dar-me razão e lamentar a sua saída. Ele sim, é que foi um verdadeiro PDT (Presidente Disto Tudo). Era como era mas lá dizia as suas verdades, o que lhe ia remoendo na alma.
E por hoje é tudo que amanhã é dia de escola, é dia de pegar nos crianços, é dia de enfrentar as trombas do conselho de administração lá no trabalheco, é dia de aturar os gosmas dos clientes, é dia de mostrar a cremalheira às chatas do café. É mais um dia para somar aos dias...
Olá amiguinhos e amiguinhas! Então e como estamos hoje? Dormentes e doridos das chibatadas dos(as) vossos(as) Donos(as) e Mestres(as)? Dói mas estão felizes, não é assim? Ora isso é que importa. E o resto são cantigas, lá-lá-lá...
Como é, foram todos ver o filme do momento? Sim, obviamente que estou a falar do "SpongeBob: Esponja fora de água". Ná, 'tava a reinar! Referia-me ao"50 Sombras de Grey", obviamente. Pois é, para o melhor e para o pior... Mas adiante.
Se já leram os livros (ou pelo menos o primeiro volume da trilogia da E.L. James que, por sua vez, é assim uma adaptação um bocado manhosa, cheia de oh's e ah's, lábios mordidos e olhares revirados, de uma outra saga de seu título "Twilight", que mete vampiros, lobisomens e meninas castas, mas tanto uma como a outra não passam de versões apimentadas das Julias, Sabrinas e Arlequins dos anos 70 e 80, que as nossas tias solteironas e manas mais velhas liam com um ligeiro rubor nas faces, um brilhozinho nos olhos e respiração alterada em algumas passagens... OK, OK, vocês já perceberam que dê por onde der, aquilo é só "sacanagem rolando", como dizem os brasileiros), não perdem nada se optarem por não ver o filme. A coisa é um copy-paste, um dos poucos exemplos em que o filme corresponde ao livro e vice-versa. É claro que o filme é sempre o filme, e se quiserem poupar umas horinhas, tudo bem, sempre resumem a coisa a cerca de 120 minutos, um bocadinho mais se contarem com o intervalo para xixi, café e cigarro (não necessariamente por esta ordem) ou uma rapidinha na arrecadação da sala de cinema, atrás da tela branca... ai, a magia do grande ecran...
"E Vós, Mestre Perverso, haveis visto tal fita?", perguntar-me-ão vocês, expectantes, de olhinhos a brilhar e mãozinhas juntinhas, numa pose enternecedora de peluche... ao que eu respondo, assim um bocado entredentes e a olhar para o lado, "Pois... isso, é... exacto...".
OK, pronto, sim, vi o filme! Eh pá, que querem? Prometi à minha sub, e como não sou de voltar com a palavra atrás... Mas enfim... A miúda gostou (coisas de pitas, aquilo de vibrar com amor e paixão, a rapariga boazinha e o rapaz com um segredo obscuro...), e quando ela fica satisfeita, eu também me sinto bem. É a veia paternal dos dominadores, acho eu. No intervalo é que ainda sussurrou "oh, foi pena não termos vindo no Dia dos Namorados...", mas logo retraiu-se com o meu olhar fulminante "continua-assim-que-logo-experimentamos-uma-infiltração-salina-nos-grandes-lábios".
Seja como for, depois do filme, não descansei enquanto não cheguei a casa e revi "A História d'O" na sua versão original de 1975, para "lavar a vista" e desintoxicar de tanto love. Calma... não pensem mal de mim, aprecio romantismo e paixão... desde que em doses humanamente aceitáveis e toleráveis, nada de overdoses como aquelas. É que para doçura, já bastavam as pipocas...
Mas olhem, antes ler esse paradigma do estilo "porno para mamãs" que é o "50 Sombras..." do que as maçudas e repetitivas crónicas da Marta Caires, ainda para mais com o apadrinhamento daquela mini-assessora da treta da Raquel Gonçalves, aquela coisinha assim p'ró porta-chaves (que, de repente, travestiu-se em candidata a deputada; ai Raquelinha, Raquelinha... quem nasce minhoca nunca chega a víbora peçonhenta, e tu bem que tentas); maldita meia-hora de vida que perdi na fila para a dedicatória. Enfim, quem me manda ir à Feira do Livro com a sub pela mão...
Próximas, muito próximas, aqui à beirinha que estão as eleições para a Assembleia Legislativa Regional. E à medida que se aproxima o dia, aumenta o fastio por este regime político que experimentamos. Concorrem 11 forças políticas (e vejam lá que era para serem 12! Ai Marinho e Pinto, e agora, como vai ser? Como vamos aguentar sem tanta demagogia?) para um universo eleitoral que, em 2011, à data do último acto eleitoral para o parlamento regional, era de 256.757 cidadãos eleitores, e dos quais só 147.344, pouco mais de 57%, exerceram o seu direito de voto (olhem, já pareço o Malheiro!), um número manifestamente exagerado para tão pequena terra, pequena não só em tamanho, mas também em importância. Teremos então uma dúzia de cães a 47 ossos (leia-se, lugares), sendo que a força concorrente mais votada será convidada a formar governo. E depois temos a tão ansiada fatia do jackpot parlamentar que, apesar de reduzida depois daquele golpezinho de charme demagógico de Albuquerque e Rodrigues, ainda assim, continua a ser muito, mas mesmo muito apetecível. Vão pagar os justos pelos pecadores, mas a vida é sempre assim, só os pulhas é que se safam e os bonzinhos ficam a penar... e ainda bem que eu sou pulha. O Marquês de Sade é que a sabia toda, ao resumir tudo isto à história das manas Justine, a infortunada virtuosa, e Juliette, a próspera viciosa, ambas paridas do mesmo útero, ambas criadas com o mesmo carinho e amor, mas que, perante as adversidades da vida (hélas!), optaram por vias bem distintas de sobrevivência... Ai Juliette, Juliette...
Durante quase quatro décadas, "só deu" laranja, com sucessivas maiorias absolutas. A Madeira será mesmo umcase-studyentre o panorama dos regimes parlamentares de fachada democrática que marcam a cena política nesta zona do globo, a par de outros exemplos menos abonatórios para este tipo de exercício da política nos países e regiões na esfera ocidental.
Lamento dizê-lo, mas está mais que visto que as populações da Madeira e do Porto Santo não estão qualificadas a beneficiar da Democracia dita parlamentar. Não sabem optar, não sabem analisar as propostas e pesar os prós e os contras de cada candidatura (refiro-me, claro está, aos projectos minimamente coerentes e estruturados, que, aqui nesta região, se resumem a apenas dois ou três), falta-lhes abertura de espírito, não entendem a real importância que a política e tudo o que lhe é inerente assume para o dia-a-dia, limitam-se a um tosco exercício de maledicência, vaticinando do alto da sua manifesta estupidez os habituais lugares-comuns ("todos são iguais","são todos farinha do mesmo saco","só querem é roubar","querem é votos para se encherem na Política","eu só voto a quem me der"), e enfermam de uma gritante ausência de maturidade e cultura políticas. Regra geral, a opção de voto é semelhante à opção clubística: vão pelo "melhor" (sem que tal corresponda, de facto, a mais e melhor qualidade no exercício do poder), pelo "que ganha" (o que só contribui para reforçar maiorias absolutas que, como bem sabemos, acabam por degenerar em fenómenos e processos manifestamente lesivos para os direitos, liberdades e garantias). E depois temos ainda aqueles que vão pelas palhaçadas, quanto mais ruído melhor, com resultados tão bem conhecidos (e Tiriricas não nos faltam, meus amigos... isto é uma mina), e então vai de pôr a cruzinha numa qualquer cáfila de retardados mentais.
Ora vamos lá a fazer uma breve, brevíssima análise ao que teremos pela frente quando formos aos votos no próximo domingo, e é mesmo pela ordem do boletim de voto:
- PCTP/MRPP: muito berram estes gajos com os seus slogans de meter medo aos capitalistas, acabadinhos de sair de uma qualquer máquina do tempo directamente de uma RGA da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, mas já repararam que, a par de PS, PSD e CDS, também devemos o estado a que o País chegou ao MRPP? Ah pois é, bebés! Ou não se recordam que o MRPP foi a ponta de lança da reacção, a tal reacção que eles tanto diziam combater e que queriam asfixiar, que liquidou a Revolução de Abril no 25 de Novembro de 1975? Ora nem mais. Só quem não tem vergonha na puta da cara é que pode votar nestes palermas. E algo me diz que aquele cabeça de lista, se foi apanhado pela PIDE, "rachou"...
- PNR: o PNR... Ai o PNR! A Front Nationale cá do sítio, mas sem Marine Le Pen, só um Coelho muito mal amanhado (irra!, está visto que os roedores só merecem paulada). Que esperar de um grupelho neofascista, da mais rasca extracção de que há memória, que tem como candidato um tipinho cuja única coerência que se lhe conhece é querer ter poleiro e tacho a todo o custo? Um fulano de Câmara de Lobos e com a alcunha de "Seringas"... OK, contem-me histórias.
- Plataforma dos Cidadãos: confesso que não posso deixar de gargalhar sempre que vejo estas criaturinhas, especialmente o Aires Pedro e o Miguel Fonseca, e ainda para mais sabendo que recorrem a dois partidozecos perfeitamente desfasados no tempo e no espaço, o PPM e o PDA. E já viram que eles, das duas uma: ou repescam as ideias dos outros ou então apresentam propostas completamente idiotas e sem qualquer sentido? Aquilo é demagogia no seu estado puro, mais uns cromos com olho para a aldrabice... Votar em gajos assim deveria ser crime. Vêem como a Democracia é um desperdício para quem não sabe dela usufruir?
- JPP: caramba! Se estes bardamerdas conseguirem eleger deputados, será um perfeito exemplo de elogio à inutilidade (e um hino à estupidez de quem ainda acredita neles. É que a coisa é tão má, mas mesmo do piorio que até o Miguel Ângelo, o vocalista dos Foleirins, perdão, dos Delfins, inventou uma desculpa esfarrapada para não ter que actuar com a bandinha de chiqueiro do Élvio Sousa. Já agora, quem vos anda a pagar a campanha? Andaram a pedir de porta em porta? Ou partiram o porquinho-mealheiro da Câmara de Santa Cruz? E por falar em Câmara, resolvam-se quanto à Quinta Escuna que já estou farto daqueles anúncios de página inteira no Diário!!!
- MAS: nestas histórias há sempre um "mas", e neste caso poderia ser algo assim: "o Meias e o primo ressabiado do AJJ, amparados pelo badoche do João Paulo Gomes e por um coitado de um são bernardo, concorrem às eleições para a Assembleia da Madeira... MAS não têm hipótese". Better luck next time, João Paulo... ainda não é desta que consegues facturar umas milhenas à custa do contribuinte para pagar os calotes e meter a tua mãe num lar decente. Eh pá, e põe-te decente!
- CDS-PP: o CDS é uma máquina de fazer pobres. É este o segredo do seu sucesso: fomenta a pobreza, a miséria, a fome, o desemprego, a exclusão, o desespero, para depois logo avançar com a mais abjecta e vil caridadezinha. E é vê-los todos sorridentes, a distribuir esmolinhas aos coitadinhos dos desgraçadinhos; qualquer dia começam a fazer concorrência à "Sopa do Cardoso". Além disso, é uma seita onde abunda muita merda oculta, sendo um exemplo perfeito da tal expressão "vícios privados, públicas virtudes". Vendem-se pela melhor oferta, pelo que são verdadeiras prostitutas da política, pois seja qual for o vencedor, se não tiver maioria, o CDS abre logo as perninhas e toca a bombar para terem poleiro num futuro Governo Regional. São conhecidas as suas amplas capacidades de travestismo e transformismo, dado que aqui na Madeira são uma coisa e lá no Continente são outra; ou isso ou são bipolares. Enfim... Viram aqueles cartazes desgraçadinhos do Jekyll & Hyde? I rest my case...
- PND: então estes gajos não se tinham auto-ilegalizado? Não haviam anunciado a sua passagem a uma clandestinidade voluntária? Ou será que não tinham mais que fazer ao dinheiro e vai de brincar às campanhas para as eleições regionais? Outra seita que, a ir pelos ares, não se perdia nada. Safa-se a Rubina Sequeira que é jeitosinha mas coitada, está perdida naquele esgoto onde, para além de ambientalistas da treta, pontificam milionários com saudades da Colonia, cripto-fascistas de temperamento irascível, ratos sem pescoço com tendências sodomitas e muitos, muitos ressabiados. Atenção: há boas perspectivas de cenas de pugilato algures para os lados da Rua da Alfândega (e talvez com mais intervenientes...).
- PSD: apesar de tudo, não obstante os milhares de ditos descontentes e arrependidos, mesmo que por onde andemos só escutemos "de mim não levam nem mais um voto", o que é certo é que o PSD continua em alta. Esteja lá quem estiver, as sondagens indicam vitórias do PSD, e até mesmo com maiorias absolutas. Como diz uma grande amiga minha, "só quando os velhotes azougarem todos é que o PSD deixa de ter vitórias". Bom, a ver vamos é se mesmo depois de mortos, não vêm cá acima pôr a cruzinha no quadradinho do partido do Dr. Alberto João... Confesso que até simpatizo com alguns nomes da lista que Albuquerque apresenta nestas eleições; o grande problema é precisamente o próprio Albuquerque. Como pessoa, é impecável e não tenho razões de queixa, pois das inúmeras vezes que nos cruzámos e conversámos, sempre deixou transparecer a imagem de uma pessoa cordata, atenciosa, que gosta de ouvir e de partilhar opiniões. Além disso, partilhamos duas paixões: piano e rosas. OK, três: piano, rosas e mulheres bonitas. O que já assusta é o que lhe vai na cabeça quanto ao que ele pretende implementar para a Madeira. Ou seja, Albuquerque bem pode vir com falinhas mansas e promessas de retoma e recuperação, algo do género "não mais austeridade!" mas uma coisa é certa: Passos Coelho tem ali um fiel seguidor das suas políticas e ideias. E escrevam bem o que vos digo (ou façam CTRL+C destas linhas e guardem-nas para a posteridade): se Passos Coelho é neoliberal ao quadrado, então Albuquerque é neoliberal ao cubo.
- CDU: isto tem tudo para correr bem à CDU... tal como tem tudo para correr mal e acabar tudo na merda. Malta da CDU!, Edgar, Leonel e companhia, read my lips: não há cá meios-termos nem vitórias a fingir como muitas vezes é vosso apanágio. Se bem se lembram, nas últimas eleições regionais baixaram na votação, perderam um deputado e passaram de terceira para quinta força na Assembleia. Pensei (eu e muita gente) que a coisa ia abrandar, que iam andar pelas ruas da amargura, mas ainda assim, mesmo só com um deputado, continuaram a manter a fasquia alta e nestes últimos quatro anos foi trabalho e mais trabalho. Aquela gente deve andar nas anfetaminas, só pode; digam o que disserem, se há quem trabalha na política é a CDU. Mas vejamos como se portam no domingo. Para a CDU, é Totobola: 1X2 - baixam, mantêm ou sobem. Uma coisa é certa: aquilo é malta muito sisuda por isso não é de esperar palhaçada. Má opção para quem só vive dos reality shows, mas uma boa escolha para quem não passa sem o Canal Parlamento. Gostei de ver umas carinhas larocas entre os candidatos (confesso que o olhar da Isabel Cardoso é deveras cativante, e que o look de lolita saltitante da Ana Almeida abre-me o apetite), mas a anunciada renovação ficou aquém do desejado. Tratem mas é de naturalizar umas russas jeitosas (e inteligentes) e candidatem-nas em 2019, que depois falamos.
- PDR: como todos sabem, a candidatura do PDR, o novo esquema do Marinho e Pinto para sacar, da forma mais desavergonhada possível, mais umas massas aos incautos (ai Marinho, se tinhas falado com a Graça, ela mostrava-te umas cenas mais eficazes para enriquecer depressa), apesar de ter entregue tudo a tempo e horas viu os seus planos gorados pela implacável mão da Magistratura. Pois é Isidoro, tão cedo não vais mudar de carro nem deitar a laje naquele terraço lá de casa, e muito menos passar de férias fora daqui. A Comissão Nacional de Eleições já avisou: mesmo que o PDR figure no boletim, todo e qualquer voto neles é considerado um voto nulo, precisamente porque a sua candidatura não foi aceite; é como se tivessem desistido. Mas não tenham pena, ó Marinhettes desgostosos(as), pois se a candidatura tivesse sido considerada válida, seria um voto nulo na mesma. Nulidade por nulidade...
- BE: estas eleições são um caso de vida ou de morte para o Bloco. Andam sem ninguém na Assembleia há quatro anos, e se a coisa continua assim então é"goodbye Maria Ivone"; o Berloque dificilmente sobreviverá a nova derrota. E nem o Trancoso a esganiçar-se na Assembleia Municipal do Funchal pode salvar a honra do convento. Assim como assim, o que é o BE hoje em dia? O Paulo Martins, coitado, já lá foi, e muita falta faz ele (digo-o sem qualquer ironia ou sarcasmo); a Guida Vieira agora alapou-se ao tacho de Conselheira para a Igualdade, é uma vendida que já não honra o espírito da saudosa UDP; a Assunção Bacanhim vai definhando aos poucos e já pouco a vemos fazer o que quer que seja; a Maria Ganança também já pouco vai aparecendo; das deserções é melhor nem falar; o Trancoso é o que é; o Almada é uma nódoa e mais vale passar-lhe o pano; sobra o Carlinhos que lá vai aguentando o barco como sabe e pode. Mas enfim, com o surgimento daquelas coisas lá por aqueles lados, Agir e Juntos Podemos e Livre e sei lá que mais o quê, não faltarão capelinhas onde se acoitarem, caso o BE vá pelo cano abaixo aqui na Madeira. Seja como fôr, o jingle de campanha faz jus à situação: "o Bloco faz falta". E a Assembleia sem o BE não é a mesma coisa, não senhores. Mas sigam o meu conselho (e o desejo de muita gente): voltem a ser UDP, que só lhes ficaria bem. E limpem essas fileiras que têm aí muito golpista.
- Mudança: com menos duas moscas do que a versão de 2013, mas a merda ainda é pior, e continuam com esse aliado de peso que é o Diário de Notícias e boa parte do seu staff. O meia-leca do Freitas arvorou-se no menino que tem a bola (mas não sabe jogar) e então toca de fazer chantagem no recreio: só jogam com a minha bola se eu fôr o capitão da equipa. Ou seja: se querem juntar-se à minha seita, têm que me aceitar como chefe do bando. O PS lançou o isco, e morderam três: PTP, PAN e MPT. Objectivo: ganhar só por ganhar, nem que seja por um voto a mais. O que, convenhamos, assenta-lhes que nem uma luva. Além disso, uma coligação assim é a garantia de sobrevivência para estes três últimos partidos: o PTP teve uma fezada em 2011, mas a palhaçada dura o tempo de uma gargalhada, e toda aquela postura de eterna bandalheira já estava a irritar muita gente, mesmo votantes no Coelho. E o facto de se estarem a servir à grande e à francesa do gamelão da Assembleia, com assessores a ganhar três mil e tal euros, e sem trabalhar, também não estava a ganhar grandes simpatias. Já o PAN entrou mudo e saiu calado, nunca se lhe viu nada de jeito e até mesmo o seu condomínio para gatos deu para o torto ao ser ocupado por um gang de ratazanas. O MPT estava a ver o seu líder/deputado agarrado ao tacho e a engordar, mas já pressentia um mais que óbvio emagrecimento do partido caso fosse chamado a votos e concorresse sozinho. Quanto ao PS, dava uma ideia de unidade anti-PSD e tentava repetir a gracinha de 2013 (mas sem o sorriso Colgate do Cafôfo), insistindo na eficácia de uma ampla coligação. Uma mão lava a outra, se assim quisermos definir esta santa aliança. Foram distribuídos lugares na lista, e o Vitinho lá vai fazendo a campanha tendo o cuidado de esconder longe da vista os seus "parentes problemáticos" que é para não assustarem os investidores nesta opção de risco, só que por muito que tente não consegue e já são muitos os militantes e simpatizantes do próprio PS que dizem não votar nesta Mudança/2015 por não aceitarem a inclusão nas suas fileiras de palhaços, ladrões, doentes mentais, aldrabões, chupistas e parasitas. Aos descontentes do PS, têm bom remédio: votem PSD. Assim, não só optam por uma saída menos dolorosa como não têm que se preocupar com eventuais vergonhas e vexames no futuro. E depois vamos todos à Rua da Alfândega ver a cena de pancadaria entre os quatro da vida airada desta Mudança/2015. É que a vantagem de estarem todas sedes ali concentradas é que quando acontecer, não teremos de andar de um lado para o outro a acompanhar as comitivas.
E pronto. Domingo vamos a votos, por isso nada de ficar em casa. Votem, votem bem, votem em consciência... mas vejam lá se votam mesmo.
E oxalá seja a última vez que permitam a este povinho fazer uma opção tão importante... porque, digam o que disserem, esta gente não merece a Democracia que têm.
Ainda estou em lua de mel na comemoração de 15 anos de casamento com o "meu senhor". Está a correr tudo lindamente, e confesso que estava a fazer-me falta uma coisa destas. Tanto que a partir de agora, está prometido: comemoraremos todos os aniversários de casamento com uma mini-lua de mel. Mas estou proibida pelo estimado homem de enfiar-me no pc, tanto mais que estou neste momento a escrever-vos com mãozinhas de lã enquanto o homem está a tomar banho.
É pouca coisa, mas é o que se arranja em tão curto espaço de tempo. E aqui vai...
Victor Freitas deixou o seu complexo de inferioridade de lado e colocou-se junto com o povo ao som do acordeão. Qualquer dia é mais uma de juntos pelo povo, e quem estará ali ao acordeão é um dos manos Sousa, às tantas não aquele que mais convinha a esta Mudança recauchutada mas não podemos ter tudo.
Miguel Albuquerque, largou o piano e também misturou-se com a gente do povo, coisa que ainda lhe faz alguma confusão. Está visto que faltou às aulas de mistura dadas pelo seu antecessor, o venerável Dr. Jardim, mestre nestas andanças de ganhar a confiança e o voto do povinho.
E a Mudança ainda traz o Rei do Acordeão a estas bandas... Está visto: Mudança e PSD, PSD e Mudança... é tudo igual!
Num passado tão recente, o regresso dos que nunca foram. Te recuerdas, cariño?
Ah é? O CDS acha que tem grandes deputados??? Contem-me destas!
ahahahahahahahahahhahahahaahha
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Em Santa Cruz é melhor nem votar no PS nem no JPP, eles que se entendam primeiro e depois venham pedir o voto
E estes dois? Que fazem eles nestas poses? A sincronizarem os relógios antes de partirem numa viagem a dois? humm, acho isto muito suspeito.
Bem, vou embora antes que me seja oferecido um pedido de divórcio em plena segunda lua de mel. Ou então ainda o deixo apanhar-me a fechar a tampa do portátil, já que ele disse que as Cinquenta Sombras lhe tinham dado umas ideias... E eu não resisto àquele meu homem a sair do duche ainda húmido. Ai Plaquinha...
Como dizia a Cidália: "Oh God, make me good but not yet!"