O que cá se escreve não é para ser levado a sério!!!!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Hoje será mais um dia na minha insignificante existência... mas ao menos oferecem-me hambúrgueres à borla!

Olá fofinhos!

Mas que escândalo deu o meu último post sobre a Hamburgueria do Mercado! É mesmo muito triste! No outro dia o Mestre Perverso também escreveu sobre um estabelecimento comercial, só que não escarrapachou com todas as letras o nome da empresa, mas era de fácil percepção, e ninguém ousou sequer a comentar o quer que fosse. E porquê? Porque se não tiver todas as letras ninguém se preocupa. Há muita gente que discorda da minha opinião e não é só sobre um restaurante, é na generalidade do Universo. Não me preocupa ser uma voz discordante. Mas neste caso em particular, eu até não era a única, porque havia já criticas feitas na página do restaurante. Enfim!

Só para avisar que vou continuar a fazer críticas de atendimento e gastronómicas aos estabelecimentos que me apetecer. Habituem-se! E não, não são ataques gratuitos, é só a minha humilde opinião. O mal do madeirense é não saber ouvir críticas, e não me venham dizer que as minhas críticas não eram construtivas. Um bocadinho de humildade e abertura de espírito fará com que vejam a cena "construtiva" da coisa.

Adorei ver os 300 amiguinhos/lambe-botas que existem por aí (hambúrgueres à pala fazem maravilhas). E escusam-se de dizer que sou uma frustrada e que ninguém gosta de mim. Porque é uma verdade incontestável que assumi e continuarei a assumir para o resto dos meus dias. Nem toda a gente nasceu para ser Madre Teresa de Calcutá e muito menos para ser consensual (mas serei para todo o sempre sensual). Aguardem-me...

O corte do jackpot parlamentar gerou uma grande algazarra por aí. Uma proposta do CDS, aprovada na terça-feira a mando do Albuquerque que só no sábado passado ganhou  oficialmente um título. Deixa-me extramente preocupada que os deputados eleitos pelo povo não sejam mais que fantoches nas mãos dos poderosos nos seios dos partidos, da mesma forma que fico extremamente enojada que os mesmos deputados que votavam contra essa tal redução são os mesmos que a aprovaram agora. Não passam de uma cambada de fantoches com uma coluna vertebral 100% flexível perante os presidentes dos partidos. Estão-se nas tintas para quem os elegeu. Para mim, a Democracia tem custos e quem tem que a custear somos mesmo nós, contribuintes. Sim, o dinheiro dos meus impostos não é para luzinhas branquinhas, é mesmo para assegurar que exista Democracia. Mas a verdade é que outros tantos chupistas dos partidos políticos viram na Assembleia da Madeira uma oportunidade única de fazer umas massas valentes... e de mamar à grande. Depois admirem-se que num futuro próximo, numa qualquer operação da Judiciária a grandes empresas se encontrem facturas referentes a apoios aos partidos.

Criar partidos e concorrer às eleições regionais foi e continuará a ser rentável. Porque julgam que não irão contornar a lei? Até aposto que o primeiro serviço do gabinete de estudos do PSD, será encontrar formas de se chamar uma outra qualquer coisa, para continuarem a receber uns dinheiros públicos para sustentar os seus partidozecos. E o CDS, que faz disto uma bandeira sua; até parece que um dos principais partidos que utilizava inadequadamente o dinheiro da subvenção não era mesmo o próprio CDS. Com o seu programa CDS-Solidário, ofereciam cabazes alimentares, cheques, materiais de construção, árvores de Natal e mais um par de chinelos aos pobres coitados que não se apercebem que é o mesmo partido que lhes retira a dignidade e o direito ao trabalho. Sabiam que o CDS tem assistentes sociais? Pois é, ao invés de trabalharem em prol do povo, contratam assistentes sociais para distribuir quilos de arroz e criar uma teia de dependência assente na caridadezinha. 

E ao amigo Albuquerque, seja bem vindo à Madeira, será que devo chamá-lo de "o libertador"??? Há quem ande deslumbrado por estes supostos ares de "renovação", mas a par dos ares da "mudança" do ano passado, não passam mesmo de ares cheios de nada, de vazio, de opaco... Ao longo do processo interminável das internas esperei que houvesse um único candidato que batesse com o punho na mesa e dissesse que o PSD teria de ser limpo, porque havia mais gente a servir-se do que a servir. Mas surpresa das surpresas, o discurso foi sempre outro, o discurso da união e que ninguém seria excluído. Quando há mais razões do que grãos de areia no deserto para excluir e mandar para as prateleiras dezenas de tachistas e interesseiros. Pude falar com alguns militantes do PSD que estiveram no congresso, e vinham muito derrotados e desiludidos, viram que foi um desfile de hipocrisia e que tudo está igual ou pior ao que era e continuará a ser eternamente. Ou talvez não! Ou daqui para a frente teremos sempre internas do PSD animadas, nas quais o jogo das cadeiras irá estar ao rubro, e a única cadeira a ser alvo de troca é a do presidente, porque os pastorinhos serão sempre os mesmos. Albuquerque, não penses que tudo isto está ganho. Porque o que ganhaste foi ter uma fiel seguidora de todos os teus passos, sempre pronta para te trazer ao planeta Terra, já que no teu partido ninguém o faz ou fará. Conta com a Placa Central! 
Democracia de pavio curto é o que teremos. Prometem sempre mais democracia, mais respeito pela oposição e pelas instituições, mas o PSD, não sabe o quanto pode custar ser-se democrático e tolerante e ter-se práticas democráticas. As vossas gargantas não estão preparadas para engolir tanta democracia de uma vez só, ainda apanham uma overdose que já nem uma lavagem ao estômago e uma injecção de adrenalina no coração os safa. Vocês não conhecem o que é democracia, nem que vos fosse atirada à cara, e o exemplo mais que claro disso mesmo é virem logo exigir maiorias absolutas. Fracos, muito fracos. Podem ganhar eleições, podem prometer, podem renovar os tapetes mas a sujeira manter-se-á intacta, já que nunca ofuscaram a verdade para aqueles que a querem ver.

Queria muito falar sobre as supostas coligações para as Regionais, mas ainda não há, e temo muito que não chegue a ver, matéria para tal. Mas uma coisa é certa: hipóteses e conjunturas não faltam. Já agora, o Rocha vai concorrer? Ele que não se esqueça que tem que assinar a candidatura, fazer por ele não vale!!! 
Alberto João Jardim demitiu-se hoje e não me traz sabor nenhum, deveria ter sido escorraçado pelo povo, apunhalado na Assembleia como Júlio César, cercado e obrigado ao suicídio como Nero, atirado da janela como Miguel de Vasconcelos, guilhotinado na Praça do Povo como Luís XVI, enforcado e pendurado num candeeiro como Mussolini, julgado sumariamente e fuzilado como Ceaucescu, abatido na selva como Savimbi... como não foi o que aconteceu, para mim, hoje será mais um dia na minha insignificante existência. O que me safa é que me prometeram hambúrgueres de bórlix na Hamburgueria do Mercado!

Beijinhos doces, minhas bombocas lindas da Tia!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Hamburgueria do Mercado, ou uma boa razão para dar uma oportunidade a outro sítio

Olá coisinhas fofas da minha vida! Já chegamos a 2015, parece mentira. É que parece que nunca mais acabava 2014, especialmente com aquelas últimas 3 semanas.

Gostaram do fogo? Também eu. Sempre deu para lavar os olhinhos e esquecer as tristes, muito tristes iluminações de Natal que fizeram muita mossa à imagem turística do Funchal. E a Cagança que nem se mexeu, só arrotou uma postazinha de chicharro sobre o assunto e depois remeteu-se ao seu silêncio, deviam estar muito ocupados nas celebrações e nos cumprimentos de Natal, e sem esquecer os lautos banquetes. O bacalhau estava bom, querido Cafofô? Devia estar, no Chalet Vicente é sempre bom (e pronto, "lá está a Placa Central a destilar inveja por todos os poros por não ter sido convidada...", já estão eles a dizer). Oxalá lhe tenha dado bom proveito.
Hoje quero-vos falar de novos conceitos que por aí proliferam. Conceitos de restaurantes, negócios e mais uma infinidade de coisinhas. As hamburguerias estão muito em voga, e o Funchal, cosmopolita como é, também já conta com uma espécie de hamburgueria, com uma imagem toda clean, um espaço todo bonitinho e cutxi-cutxi como se quer e como mandam as "modas" de hoje em dia nestas coisas. Fala-vos da Hamburgueria do Mercado.


No outro dia lá fui experimentar esse novo espaço, à espera de derreter-me com um maravilhoso hambúrguer... só que não! Não foi assim tão divinal quanto isso. Desengane-se quem assim pensa sobre tão badalado espaço. E quem manda naquilo até se pode gabar que certo dia tiveram que fechar às 10 da noite porque tudo o que havia para fazer e vender já se havia esgotado, mas a mim não convence. É que não convence mesmo.
Para começar, foi logo uma longa espera de 11 minutos para sermos atendidos (mais parecia um frete do que um atendimento), seguidos de mais 32 minutos de seca até à chegada do tão esperado hambúrguer. Vendo o menu, fazia crer que teríamos boas propostas e ofertas gastronómicas porque as receitas assim o deixavam prever, aparentemente. Mas também isso é uma ilusão.
Falando concretamente no hambúrguer, achei que estava um pouco seco e sem sabor, o que muito me espantou especialmente estando perante um hambúrguer anunciado como sendo "100% de carne", faltava-lhe algo como elo de ligação. Infelizmente, e há que dizê-lo sem qualquer pudor ou reserva, há hambúrgueres de supermercado com mais sabor do que os da Hamburgueria do Mercado.
No acto de pagamento pude observar a cozinha, e qual não é o meu espanto ao ver uma travessa já com hambúrgueres grelhados ali jogada a um canto. Não admiria que os hambúrgueres cheguem mornos ou mesmo frios à mesa. 


Na receita dizia haver cebola caramelizada, oh Deus do céu com os anjinhos todos! o que eu adoro cebola caramelizada. Mas o que me chegou foi uma espécie de cebola cozida, desenxabida, daquela que até dá pesadelos, e nada, mas mesmo nada caramelizada. (repare na foto)
Outro ingrediente que me deixava a salivar era o molho de barbecue (ai que já estou a revelar os meus pecados de gula todos), mas o que havia eram pequenos vestígios desse mesmo molho, e eu até já parecia uma investigadora do CSI de filtro UV em punho. Era essencial haver molho, meus senhores...
O que estava mesmo muito bom e no ponto era o bacon e o pão de cereais, justiça lhes seja feita. Vá, ao menos isso...
Em conclusão, ter um espaço em zona privilegiada e decorá-lo como mandam as "modas", não é o suficiente para se ter logo sucesso. O que me deixa ainda mais triste é que eles até têm umas boas receitas, mas não as executam como deveria ser. É que, meus amigos, a verdadeira cebola caramelizada leva tempo a confeccionar, não podem servir simplesmente cebola cozida, o sabor e a textura nunca serão os mesmos. E o molho de barbecue é para ser usado na medida que os hambúrgueres o exigem, e não às gotinhas. Já se tinha acabado a embalagem, foi?
Se vou voltar a Hamburgueria do Mercado? Não! Temos pena, mas ter todos os ingredientes para alcançar o sucesso e falhar redondamente na confecção é um erro crasso demais. Poderiam ter demorado uma hora na entrega dos hambúrgueres, mas ao menos que viessem suculentos e saborosos.
Resumindo e concluindo: Hamburgueria do Mercado - a evitar.

Para terminar, uma pequena grande nota de rodapé: aqui no Placa Central, também SOMOS TODOS CHARLIE.


domingo, 28 de dezembro de 2014

São lindos os meus leitores!!!

UM 
ANO
DE
PLACA CENTRAL

O                         O        O
B                              B        B
R                                 R        R
I                                        I         I
G                                            G         G
A                                                   A          A
D                                                         D           D
A                                                              A           A

sábado, 27 de dezembro de 2014

PTP - Panos Trapos e Politiquices‏

Uma pessoa anda desaparecida. Sim! Eu sei! Mas é que esta época natalícia é tão recheada de convívios hipócritas que me suga toda a energia para qualquer outra coisa. Bendita aquela cidade chinesa onde proibiram a celebração do Natal, para não lesar as tradições locais. É que nem sabem a sorte que têm! Mas "prontes", cada civilização tem a sua sina...
E estando na véspera de fazer UM ANO de blog (sim meus queridos, a idade já pesa), está na altura de vos oferecer um miminho, que vocês bem merecem.
O PTP, esse partido (que também já foi barriga de aluguer, mas de parasitas, como aqueles do "Alien") sorvedouro de dinheiros públicos, onde os assessores ganham para lá de 2000 e tal euros (e alguns mais de 3000), tem um código de vestimenta muito elevado. É que tem mesmo! A predominância dos padrões é leopardo/tigresse/zebra/cobra nas indumentárias femininas, nas masculinas a "moda" já é outra. Ora vejamos:

O inesquecível deputado Rocha (por onde você, Rocha? Ainda é vivo? Já está morto?) apresenta-se com umas calças de "cor de burro a fugir", uma camisa listrada, um casaco de "ir apanhar erva", terminando com um chapeu de mágico. A magia realizada foi desaparecer da face do planeta Terra e ainda continuar a receber ordenado. Reparem como aquele semblante mal-amanhado está a condizer com o recanto do cenário. Se eu não conhecesse a figurinha, ainda pensava que ele tinha sido arregimentado ali mesmo para fazer número. 
Coelho armado em homem da agência funerária (fujam, velhinhos, fujam), enverga uma gravata roxa e o deputado Rocha como uma t-shirt do Che Guevara. Está visto que ainda não tinha perdido alguns tiques da tal "esquerda caviar" de onde era proveniente. Já deve estar arrependido, não é? Mas deixe estar que os seus amigos do Bloco até agradecem.
Quintino Costa, conhecido pelas suas facetas artísticas, mais concretamente por ser um malabarista de primeira, apresenta-se com uma indumentária de bradar aos céus. Uma vestimenta que retrata fielmente o pessoal do Jardim da Serra (atenção: nada contra o Jardim da Serra, onde se bebe a melhor ginja da Madeira). Este não deve ter quem olhe por ele em casa, coitado. Com tanto dinheiro e nem sequer um simples assessor de imagem consegue arranjar? Ou então que arranje algum amigo gay (atenção Quintino: é um amigo gay, não uma lapa bicharoca) para orientá-lo nestas coisas das vestimentas.
No jantar de Natal do PTP, foi bem visível o (ab)uso exagerado do padrão tigresse (em duas versões: palito e anafado) e com uma variante roxa(!). Cuidado para não ferirem a vista, que isto é hardcore, 1º escalão.
Nos encontros do PTP é obrigatório o uso de padrão, e se for possível em coletes de pêlo. Eu só imagino esta plateia vista da mesa... Deve dar a ideia que estão numa selva ou algo assim.
A deputada Raquelinha também entregou-se à directiva de acessórios e roupa de padrão. Está tudo explicado. Ainda bem que isto é uma foto, porque se fosse um vídeo, a rapariga estava logo a esganiçar.
Uma outra assesora a envergar uma rica farda. Só do melhor.
Raquel Coelho sempre vai alterando os padrões, aqui num lindérrimo vestido de padrão zebra. Convém usar óculos de soldar para encarar isto de frente. Não sei porquê, mas aquela pose mata-me de tanto rir.
Nem a Cátia e a Dolores Aveiro têm tanto padrão no vestuário como o PTP inteiro. Topem só aquilo...
Mais uma echarpe de padrão, já ando a vomitar tanto leopardo.
José Manuel Coelho faz umas combinações espectaculares. Ora as calças de uma cor, o casaco de outra e finaliza com uma gravata de cor verde-néon. Protejam a vista, meus amigos...
No jantar de Natal, foi ainda possível admirar padrões de azul, uma novidade exclusiva do PTP. Se calhar a lançar uma linha assim para o psicadélico.
Até em casacos de fato de treino é possível ter um padrão de leopardo. De salientar a excepcional elegância da mulher do deputado Coelho.
As golas à "camões", muito em voga, são possíveis ajustar em homens... e até em aldrabões e pequenos escroques. Quem o demonstra é Quintino Costa. E as calças à boca de sino voltam agora em grande força. 
E finalizamos com mais um exemplar... A PETA devia era fazer queixa de tanta chacina ao padrão leopardo.

Está visto que se tudo der errado em 2015, o PTP sempre pode abrir uma multinacional em roupa de alta costura. Porque a baixa política, tal como a mentira, não irá render para todo o sempre.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Já em 1995, Alberto João dizia ao Sérgio Marques:

          


Já nem lembro seu nome, seu telefone eu fiz questão de apagar
Aceitei os meus erros, me reinventei e virei a página
Agora eu tô em outra....

Tô nem aí, Tô nem aí...
Pode ficar com seu mundinho, eu não tô nem aí
Tô nem aí, Tô nem aí...
Não vem falar dos seus problemas que eu não vou ouvir

Boca fechada, sem embaraços
Eu te dei todas as chances de ser um bom rapaz
Mas fui vencida pelo cansaço, nosso amor foi enterrado e descansa em paz

Alberto João fala com Maneul António e diz:

                                    
 Eu sou aquele que te quer
 e mais ninguem amor 
é so quereres porque e
u só quero o bem 

 Tu és lua um raio 
de sol uma ternura 
nesse imenso mar 
uma sereia uma loucura l
indissima pôr do sol no verão

Alberto João fala com o Miguel de Sousa e diz:

                           


Subiu a Serra me deixou no Boqueirão
Arrombou meu coração, depois desapareceu
Fiquei na merda nas areias do destino
Me tratou como um suíno
Cuspiu no prato que comeu

Alberto João fala com Cunha e Silva e diz:

                                 

Eu cá tenho uma certeza,
Todos nascemos sem dentes.
Há por aí muito burro,
Há por aí muito burro,
Que só quer ser Presidente.

Do Sindicato ou da Junta,
Que roubou a Associação,
Da Câmara ou dos Bombeiros,
Da Sociedade ou da Junta,
Da Liga ou Federação.

Do Governo ou da República,
Da Assembleia Parlamentar,
Só deve ser Presidente,
Só deve ser Presidente,
Quem nasceu para mandar.

Alberto João fala com Jaime Ramos e diz:

                           

Te encontrei
Toda remelenta e estronchada num bar,
entregue às bebida
Te cortei os cabelos do suvaco e as unhas do pé
Te chamei de querida
Te ensinei
Todos os auto-reverse da vida
E o movimento de translação que faz a Terra girar
Te falei
Que era importante competir
Mas te mato de pancada se você não ganhar!

Alberto João fala com Miguel Albuquerque e diz:

  

                       Não és homem p'ra mim!!!


                          

domingo, 14 de dezembro de 2014

O insustentável barulho das luzes de Natal...por: Mestre Perverso


Crónicas do Antro - XVI
por: Mestre Perverso

Olá pessoal! Tudo catita? Tudo em cima? Corações ao alto? Ora assim é que é!

E parece que vem aí mais um Natal, não é verdade? Pois é, volta e meia, regra geral de ano a ano, é chegada esta altura da treta em que, de repente, quase toda a gente afirma estar possuída por um espírito qualquer, que lhes aquece a alma e faz sorrir ao próximo e alinhar em esquemas solidários, com chifres de rena a enfeitar-lhes as monas. E depois são aquelas luzinhas todas a piscar e as canções da treta que põem a poluir o espectro sonoro nas ruas, nas lojas, na rádio, na TV... eu sei lá! Para já não falar nas campanhas e publicidades... Uma pessoa de bem (como eu, por exemplo) não merece tal suplício, é desumano.
E dá a ideia que começa tudo cada vez mais cedo. Qualquer dia está a acabar a Páscoa e já se está a falar no Natal, nas prendas, nas compras, nos cabazes, nos jantares de confraternização e essas coisas.
E este ano temos uma polémica a apimentar a coisa. Confesso que nunca fui muito de ligar às iluminações de Natal, se calhar porque gosto de ter atenção aos sítios por onde ando e não sou dado a deslumbramentos, mas reconheço que são uma mais-valia para a terrinha. Da mesma forma que reconheço o facto de, este ano, a Secretaria Regional da Cultura, Turismo e Transportes ter feito caquinha (e isto para não dizer outra coisa) e se ter, pura e simplesmente, borrifado para as iluminações no Funchal. Olhar para o que usam com a intenção de tentar abrilhantar este ano a quadra cá pela cidade deve ser assim um regresso ao passado para algum imigrante da Albânia "nos bons velhos tempos" que esteja cá a fazer pela vida.
Dizem lá pela Secretaria que a empresa encarregue da instalações das iluminações ainda tem até ao dia 18 para resolver a coisa e cumprir com o caderno de encargos; não sei porquê, mas tenho cá as minhas sérias dúvidas que o problema tenha solução. Às tantas, se os trabalhadores da empresa passassem menos tempo a arrotar piropos de baixa extracção a tudo o que era mulher que passasse por eles e tivessem mais atenção ao que estavam a fazer, talvez as coisas estivessem mais compostas. Mas pronto, dá-se uma empreitada a qualquer um e vamos a ver...
Estranho é o profundo silêncio da Câmara Municipal em tudo isto. Não se lhe conhece qualquer reacção junto da Secretaria, a reclamar uma solução concreta para o problema. Até parece que lhes passa ao lado, que não é com eles, o que não é de admirar: com a Muuudança no poder, é tudo para pior.
Enfim... depois não se admirem que aumentem os casos de depressão natalícia e que as Urgências sejam o local mais procurado na véspera de Natal.

Seja como fôr, o Natal já não é o que era. Mais um exemplo? Pois cá vai: o PAN - Partido Amigo do Nada, lá fez pressão na Muuudança para impedir que circos com animais actuassem no concelho do Funchal. Já que não temos jardins zoológicos por cá, para muitas pessoas seria a melhor e a única forma de verem, ao vivo e a cores, animais mais exóticos e que, convenhamos, nem sempre encontramos ao virar da esquina. É que já bastava andarem por aí a alardear contra a "função do porco"... Mas aqui entre nós, assim que abrir o Mr. Piglet ali na Praça do Povo, ainda os apanhamos na bicha para as empadas, como aconteceu aqui há uns tempos, com o Rui Almeida, que batia no peito com aquele seu arzinho de alarve, garantindo que os filhinhos não comiam carne e depois foi localizado na fila do McDonalds para comprar a ração à prole.
Já repararam bem nesses ditos defensores dos direitos dos animais e da Natureza? Já viram que falam falam, falam falam, falam falam... mas não fazem nada? E quando se dignam a fazer alguma coisa... só dá porcaria. Lembram-se do condomínio para as ratazanas? Pois...
E quem fala do PAN também fala nessas associações que por aí pululam, dirigidas por gente radicalizada, extremista, pouco ciente da necessidade de garantir a higiene pessoal e sempre com aquele ar sonhador, um misto de Lucy in the sky with diamonds com Charles Manson. Por mim era atirá-los aos leões e ficar a assistir de camarote.
E, por outro lado, temos a SPAD, agarrada ao seu estatuto de "vaca sagrada". Querem lá saber dos direitos e do bem-estar dos animais... É abater que os coitadinhos já não têm "qualidade de vida" (presumo que lá na SPAD conheçam os programas de esterilização e outras disposições). O importante é que esteja sempre a entrar dinheiro, se garanta o protocolo com a Câmara e se tirem muitas fotografias...

Nesta semana que passou, uma grande amiga ligou-me, a perguntar se lhe fazia companhia por umas horitas; estava enfadada e apetecia-lhe dois dedos de prosa, enquanto fazia tempo para uma estopada que tinha para fazer. Ainda lhe perguntei se ela não queria sentir as dentadinhas da chibata no dorso, mas não, só miminhos e paleio. Concordei, mas com uma condição: íamos beber um bom chocolate quente. Chegando a esta altura do ano, e então se fizer frio, é o que apetece, e há muito que eu andava de bico doce. Nas nossas deambulações vespertinas pela cidade, lá acabámos na Rua Dr. Fernão de Ornelas (onde constatei, com desagrado, que o Cafôfo ainda não concretizou o desejo da Placa Central, para a instalação de bancos ao longo do arruamento; às tantas para não tirar rendimento às esplanadas dos amiguinhos...), cheia de povo de um lado para o outro, a entrar e a sair das lojas. E a minha amiga, sempre ciente das minhas necessidades, lembrou-se que talvez ali numa das esplanadas eles tivessem chocolate quente, que ia cair que nem ginjas com aquela aragenzinha fresca que soprava da serra, a mesma aragem que já causava um ratinho na barriguinha. Optámos por um estabelecimento que anunciava, num placard, "bolo do caco gourmet", o que me faz imensa confusão, mas enfim... Para começar, o serviço é demorado, pois só ao fim de 6 minutos ali sentados é que um empregado se dignou a avançar para tomar nota dos nossos pedidos. Já não há criadagem como antigamente, é o que é... Pedimos dois chocolates quentes e uma tosta de bolo do caco com queijo e bacon, pedido que levou 5 minutos a ser satisfeito. A cor demasiado clara do chocolate quente, servido em chávenas altas (e ainda por cima sem pires), fez-nos franzir o sobrolho de suspeita, suspeita essa que se veio a confirmar: qual chocolate quente, qual quê!, não passava de um banalíssimo leite quente com Nesquik. Quanto à tosta, miserável, banal, sem nada que transcendesse e justificasse o estatuto que apregoavam. Uma desilusão, meus amigos. Andam a matar estas coisas.
Já agora, ninguém sabe onde se faz um bom chocolate quente nesta terra, daquele com sabor autêntico, que aquece a alma e revigora o corpo? Aceitamos indicações e sugestões.

E por falar em estabelecimentos, esplanadas e outras coisas que tais, a Muuudança continua na sua senda facilitadora, e agora achou por bem fechar metade da Rua Nova de São Pedro, ao que tudo indica, "a pedido dos comerciantes", facto que já contribuiu para deixar quem ali vive em pé de guerra e a barafustar contra tal decisão que, ao que parece, foi tomada e aplicada sem auscultar os moradores. Isto já parece o PPD nos seus tempos áureos do "quero, posso e mando", e, assim como assim, porque seriam Cafôfo & Companhia diferentes no comportamento?
Já agora, se antes se acusava a gestão PSD de beneficiar de favores nos licenciamentos aqui e ali, será que foram prometidas contrapartidas a quem decidiu aprovar tal tolice de fechar metade da Rua Nova de São Pedro? Sei lá, talvez umas ponchas gratuitas ou uns descontos nas broas de mel... Se for o caso, os senhores vereadores da Muuudança que tenham cuidado com as companhias, já que os murganhos sem pescoço são conhecidos por serem excelentes vectores transmissores de doenças. Mas, por outro lado, se se finarem, também não se perde nada.

A Câmara Municipal de Santa Cruz vai anunciar o programa dos 500 anos do concelho, com uma cerimónia especial de início das comemorações em ambiente quinhentista. Atenção, não é invenção minha, é o que consta da nota informativa do Gabinete da Presidência. Ou seja, vão desterrar o pouco que ainda sobra e com isto é que vão enterrar de vez a Câmara que, saliente-se, já não está nada bem desde o anterior mandato. Confesso alguma curiosidade pelo que irá acontecer nesse tal "ambiente quinhentista". Teremos a minorcazinha da Raquel Gonçalves como bôbo da corte, aos pulos pela sala? Ou o pavão do Élvio Sousa armado em menestrel, a assassinar a música? E o Filipe Sousa sentado no trono, qual tiranete feudal? E quanto ao Jorge Baptista, estará preso na picota e exposto à zombaria da populaça?
Já agora, convidaram o Dírio Ramos para denunciar os crimes da realeza e exigir a sua abdicação (com execução) e a entrega do poder aos sovietes? Mas tenham cuidado, não vá a revolução descambar para uma via reformista pequeno-burguesa de fachada socialista...
Isto há com cada um!...

Vá, divirtam-se... mas com juízo.

                             
Cordiais Saudações
Mestre Perverso