Olá coisinhas lindas da minha vida!
Ando com umas vontades loucas de esbofetear meia dúzia de vermes que por cá andam nesta terra!!! É muita inveja, dor de cotovelo, snobismo, arrogância, maldade entre outras mais coisas que se pavoneiam nesta terrinha muito, mas mesmo muito mansa. Nem vou perder tempo aqui a falar sobre o escândalo do arquivamento do "Cuba Livre", porque ninguém se chateia a sério com essas coisas. Havia muita gente à espera que seria esse tal processo que faria a justiça ao povo madeirense, a tal madrugada que todos esperavam, o tal dia inicial inteiro e limpo de onde iríamos emergir da noite e do silêncio jardinista (a minha vénia à grande Sophia)... euma vez mais (previsivelmente) enganaram-se. A roubalheira e as injustiças realizadas durante mais de 30 anos pelo Jardinismo não serão vingadas pela via administrativa ou judicial, está visto. Mas a verdade é que o Povo assim escolheu. O Povo fechou os olhos e foi comendo as migalhas que lhe eram dadas... e agora estão revoltados? Paciência!, que é coisa que os madeirenses têm para dar e vender, e então se for com os políticos, o povo madeirense sabe sempre fechar os olhos e compactuar com toda as "boseiras" que os políticos da praça vão fazendo. Não quiseram assim? Então assim têm!
Mas pudera! Uma pessoa começa a olhar para a direita e para a esquerda e não vê alternativas decentes... e é melhor nem falar de independentes. Os verdadeiros independentes não se metem na vida activa política, porque sabem que o jogo está demasiado sujo e viciado, e que a única coisa que iriam ganhar era um internamento compulsivo na Casa de Saúde de São João de Deus. Depois há a tal centena de "independentes" de rabo preso aos vários partidos que vieram há coisa de um ano atrás prometer mudanças cruciais, mas as mudanças foram a nível físico: eles engordaram e o povo emagreceu ainda mais. Para não falar naquele regabofe das eleições primárias no PSD. Já não se aguenta tanto delfim, no outro dia e nem sei como, recebi duas mensagens das candidaturas dos delfins. Ainda era para me dar ao trabalho de ligar para trás e enxovalhar a primeira pessoa que atendesse os respectivos telemóveis. Mas calhou estar numa fila de supermercado e poderia dar um bocado nas vistas, ainda por cima numa sexta ao fim da tarde e o pessoal todo a fazer as comprinhas para o fim de semana. Aqui a Tia Placa Central ainda tem uma veia "tripeira" (bendito tetra-tetravô que veio para cá povoar esta terra) e quando se enfurece é coisa para que num raio de 5 quilómetros haja estrago e radioactividade por muitos e largos anos. O que me vale mesmo é a minha capacidade de auto-controlo e lembrar-me que existem coisas bonitinhas e fofinhas no mundo que me acalmam.
Mas deixemos os meus pensamentos de lado, e vamos ao que interessa. Há já que tempos que eu não ia ao site da Câmara Municipal do Funchal ler a minha parte favorita, AS ACTAS DA VEREAÇÃO. Eu tento ler as actas da Assembleia Municipal, mas confesso que aquilo não me calha nada bem. Ao que me parece, pode até não corresponder à verdade. Mas vá lá que seja, 80% dos deputados municipais do Funchal querem é aparecer e fazer da Assembleia Municipal uma passarela de vaidades e uma reprodução fiel de uma praça de peixe, assim do género Mercado do Bolhão, mas sem aquela graciosidade das Rosas Peixeiras e das Ginas Escanchadas. Começam por puxar pela veia do cu e depois nunca mais se calam; nem o martelinho do Trancoso impõe respeito. Se nem consigo ler as actas, imaginem como é que não deve ser presencialmente.
Pois bem, eu estive a ler as actas das reuniões de Câmara que estavam atrasadas, e apanhei meia dúzia de coisas dignas de cá virem parar ao blogue. Assim coisinhas apetitosas, para podermos gozar e que ficarão para futuros posts, pois houve algo em concreto que me chamou a atenção e que me fez andar a investigar, e que mesmo assim não consigo entender.
Ora acompanhem-me, por favor:
Em Janeiro de 2014, a Coligação Mudança e o vereador do CDS aprovaram a produção, impressão e distribuição de 12 suplementos para serem divulgados no Diário de Notícias do grupo Blandy, num valor total de 23 mil euros. Compreensivelmente, esta decisão foi muito contestada pela restante oposição. E não é de espantar... ou não fossem a Cagança e o CDS os grandes clientes do grupo Blandy, nomeadamente do Diário de Notícias. E convenhamos que o Diário soube retribuir (e bem) aquando da pré-campanha e campanha para as eleições autárquicas.
O PSD na altura tomou posição e protestou afirmando que, numa altura de crise, gastar 25 mil euros em publicidade institucional não fazia sentido. Chegaram até a apelidar tudo aquilo de propaganda política do partido maioritário da coligação Cagança.
Lembram-se da campanha de sensibilização para adopção de um animal feita pela Câmara Municipal do Funchal? Essa campanha foi realizada pelo grupo Blandy, e rendeu mais 7.200,00 euros. Incluía publicidade no Diário de Noticias, daquela de um quarto de página, durante uma semana. E olhem que os preços do Diário nunca são de rebaixa. Ora, com o IVA, faz a quantia de 8.856,00 euros.
Em pleno mês de Agosto foram aprovados apoios para dois eventos, um de Padel e outro para um Festival de Música Alternativo. Surgiram muitas dúvidas em relação a estes dois eventos, que foram organizados pela Câmara Municipal do Funchal e pelo Diário de Notícias. Somando o valor dos dois eventos e adicionando o IVA, prefaz a quantia de 18.610,00 euros.
Aqui estão os cartazes dos dois eventos, onde se pode constatar as organizações responsáveis pela realização dos mesmos.
E aqui estão as preocupações do vereador Bruno Pereira na discussão da entrega destes apoios. Tudo muito suspeito...
José Manuel Rodrigues, do CDS-PP, optou pela abstenção, uma vez que existiam lacunas muito grandes.
E aqui fica uma singela foto do Music Art 2014. Tudo boa gente... ou os suspeitos do costume.
Caros leitores, será que a minha precipitada conclusão está correcta? Será que estou certa quando faço contas e chego à conclusão que a Câmara Municipal do Funchal, até ao momento, já entregou 50.466,00 euros ao grupo Blandy? Ajudem-me com esta dúvida, porque por mais voltas que dê à cabeça, não consigo concluir de outra forma...